Diante da matéria veiculada no Jornal Bom Dia Brasil da TV GLOBO neste dia 15 de março de 2012, vimos manifestar nosso mais veemente repúdio a manifestação dos veteranos e calouros da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grasso que, sem dúvida, dão uma clara demonstração de Discriminação de Gênero e de desrespeito aos demais acadêmicos e profissionais da Enfermagem que compõem a equipe multifuncional da saúde.
O assédio moral ou violência moral no trabalho representa um jogo de poder que violenta, humilha e intimida pelo medo, e que, sobretudo, afeta a saúde e o desempenho de trabalhadores e trabalhadoras.
Essa tem sido uma trágica realidade para os profissionais de enfermagem de nosso país, em especial para o imenso contingente feminino da categoria, que se vêem violentadas cotidianamente, seja pela imposição de uma relação de subordinação injusta a outros profissionais de mesmo grau de escolaridade e responsabilidade no ambiente laboral, seja pelas condições desiguais de trabalho, salário e jornada a que estão obrigados.
Mesmo diante das dificuldades encontradas, há duas atitudes fundamentais e imprescindíveis a serem adotadas: a denúncia dos agressores e a divulgação ampla de informações e a adoção de medidas como a organização de Câmaras Técnicas, comissões estaduais ou locais de acompanhamento e fiscalização. Essas medidas são de extrema urgência, em especial para orientação da categoria e a busca da defesa de seus direitos quando do desrespeito à legislação em vigor.
É fundamental orientar o profissional a não se isolar, buscar apoio junto a suas entidades de representação. Mostrar aos agressores que o profissional não está sozinho e que existe mobilização para enfrentamento do problema.
Desde os bancos escolares é preciso estimular a colega a não se intimidar e jamais deixar de denunciar. A denúncia representa a melhor arma no combate, evitando que surjam novas vítimas; a Lei do Silêncio só protege o agressor, e não a vítima e garante a impunidade.
O medo de demissão e de represálias deixam muitos trabalhadores sem atitude e o sistema COFEN precisa se mobilizar para enfrentar essa questão de maneira objetiva, tomando para si a defesa dos profissionais de enfermagem e conclamando as demais entidades de representação da categoria a se organizarem para o combate a essa violência cotidiana sofrida pela categoria.
Frente ao ocorrido venho manifestar minha solidariedade e apoio aos acadêmicos e profissionais de enfermagem do Mato Grosso, colocando meu mandato a disposição desta tão sofrida categoria.
Receba meu fraterno abraço
Cordialmente
Enfermeira Rejane
Deputada Estadual
PCdoB
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