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APRESENTAÇÃO:

DIA 09/05: do número 01 ao número 42

DIA 10/05: do número 43 ao número 83

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NOTÍCIA: Deputada Enfermeira Rejane envia nota em relação ao desrespeito às acadêmicas de enfermagem durante trote

Diante da matéria veiculada no Jornal Bom Dia Brasil da TV GLOBO neste dia 15 de março de 2012, vimos manifestar nosso mais veemente repúdio a manifestação dos veteranos e calouros da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grasso que, sem dúvida, dão uma clara demonstração de Discriminação de Gênero e de desrespeito aos demais acadêmicos e profissionais da Enfermagem que compõem a equipe multifuncional da saúde.

O assédio moral ou violência moral no trabalho representa um jogo de poder que violenta, humilha e intimida pelo medo, e que, sobretudo, afeta a saúde e o desempenho de trabalhadores e trabalhadoras.

Essa tem sido uma trágica realidade para os profissionais de enfermagem de nosso país, em especial para o imenso contingente feminino da categoria, que se vêem violentadas cotidianamente, seja pela imposição de uma relação de subordinação injusta a outros profissionais de mesmo grau de escolaridade e responsabilidade no ambiente laboral, seja pelas condições desiguais de trabalho, salário e jornada a que estão obrigados.

Mesmo diante das dificuldades encontradas, há duas atitudes fundamentais e imprescindíveis a serem adotadas: a denúncia dos agressores e a divulgação ampla de informações e a adoção de medidas como a organização de Câmaras Técnicas, comissões estaduais ou locais de acompanhamento e fiscalização. Essas medidas são de extrema urgência, em especial para orientação da categoria e a busca da defesa de seus direitos quando do desrespeito à legislação em vigor.

É fundamental orientar o profissional a não se isolar, buscar apoio junto a suas entidades de representação. Mostrar aos agressores que o profissional não está sozinho e que existe mobilização para enfrentamento do problema.

Desde os bancos escolares é preciso estimular a colega a não se intimidar e jamais deixar de denunciar. A denúncia representa a melhor arma no combate, evitando que surjam novas vítimas; a Lei do Silêncio só protege o agressor, e não a vítima e garante a impunidade.

O medo de demissão e de represálias deixam muitos trabalhadores sem atitude e o sistema COFEN precisa se mobilizar para enfrentar essa questão de maneira objetiva, tomando para si a defesa dos profissionais de enfermagem e conclamando as demais entidades de representação da categoria a se organizarem para o combate a essa violência cotidiana sofrida pela categoria.

Frente ao ocorrido venho manifestar minha solidariedade e apoio aos acadêmicos e profissionais de enfermagem do Mato Grosso, colocando meu mandato a disposição desta tão sofrida categoria.

Receba meu fraterno abraço


Cordialmente

Enfermeira Rejane
Deputada Estadual
PCdoB
































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